Chegamos em Bariloche.
A segunda parte da viagem nao começou como queríamos. Foi um sufoco embarcar as bikes no ônibus entre Santiago e Pucón, e chegamos na última com tempo chuvoso. Tentamos conhecer o vulcao Villarrica sem sucesso (por falta de visibilidade) e acabei morrendo de frio, tendo que me enfiar no saco de dormir ao meio-dia para me esquentar. No final da tarde acabamos fazendo um passeio de turista para nao jogar o dia fora: visitar as termas de Trancura. Foi um contraste interessante com o que passamos pela manha.
No dia seguinte o tempo pareceu, a princípio, um pouco melhor, e partimos para Junin de Los Andes, na Argentina. Na metade do dia começou a estrada de terra (rípio) e a chuva fraca, aliadas à subida rumo à fronteira. Sofremos um bocado, e chegamos na aduana chilena com fome, molhados e morrendo de frio. Eram 5 da tarde e pretendíamos pedalar mais 70 km atá Junin de Los Andes. Fiquei preocupado com a possibilidade de sofrermos hipotermia, pois já tínhamos tremores difíceis de controlar e, segundo nos disseram, nao havia habitaçoes no caminho. Os oficiais da aduana nos recusaram abrigo mas indicaram um camping a 3 km dali. Fomos correndo até lá e aceitamos logo o valor de 15 pesos (aprox. R$ 7,50). Nao havia ducha quente porque a lenha estava molhada, mas o dono ofereceu o espaço das duchas inutilizadas para dormirmos protegidos do vento e da chuva. Falou-nos que naquela manha havia nevado na base do Lanín, vulcao ao pé do qual nos encontrávamos. Isso explicava o frio que fazia! E estávamos com tanto frio que acabamos indo dormir às 6 da tarde, para sair dos sacos só no dia seguinte.
Perto do vulcao o dia começou com forte nevoeiro, mas mesmo com algumas coisas molhadas resolvemos seguir, pois nao havia nada para fazer ali. Para nossa alegria o tempo abriu e soprou um vento a favor agradável até Junin de Los Andes, onde almoçamos. À tarde o vento mudou de sentido mas nossos ânimos nao foram arrefecidos. Chegamos em San Martín de Los Andes e adoramos a cidade. Fizemos algumas coisas como ir ao mercado e ao telefone e partimos em busca de um camping a 5 km do centro. Foi o melhor camping de todos, às margens do Lago Lakar (o primeiro na Ruta dos Siete Lagos) e com uma vista surpreendente.
O caminho entre San Martín de Los Andes e Villa La Angostura prometia muito, mas o tempo nao ajudou mais uma vez. Cerraçao forte e chuva foram nossas companheiras naquele dia. A cerca de 40 km do destino o pneu do Gustavo furou e ele ficou para trás. Adiante, numa bifurcaçao, resolvemos esperá-lo. A chuva ficou forte, o que deixou eu e o Aramis morrendo de frio mais uma vez na viagem. Como ele nao apareceu fomos forçados a seguir, mas logo ele nos ultrapassou em cima de uma caminhonete que lhe dera carona. Saberíamos depois que ele tivera problema com a válvula da câmera, com um raio e com o freio!
Em Villa La Angostura ficamos da casa de família da Dona Maria. Na manha seguinte, ouvindo a chuva que continuava, decidimos nao seguir viagem e tentar conhecer a cidade, além de secar as roupas. Foi uma decisao acertada pois Villa La Angostura, mais uma vez, é uma ótima cidade, turística a exemplo de Pucón e San Martín de Los Andes, porém mais bonita. Visitamos o porto no Lago Nahuel Huapi e o Parque dos Arayanes.
Na manha de hoje partimos às 6 h, e chegamos em Bariloche às 11 h (sao aprox. 80 km entre as duas cidades). O tempo ajudou e tiramos muitas fotos do Lago Nahuel Huapi, que banha Villa La Angostura e Bariloche e é rodeado por montanhas de neve.
Legal a história. Não esqueça de mandar fotos de vez em quando.
ReplyDeleteBoa viagem!
Massa pia muito massa mesmo!!! feliz ano novo!
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